Estatuto e Organograma do InsTI - Instituto Tonny Ítalo

Estatuto e Organograma do InsTI - Instituto Tonny Ítalo

“Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”  Um espaço para ajudar o próximo, para ...

domingo, 9 de abril de 2017

Bienal Internacional do Livro do Ceará - Bienal fora da Bienal no InsTI

“Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”

Livro do InsTI – Instituto Tonny Ítalo na Bienal fora da Bienal traz o conceito “Por livros onde as crianças possam morar” e está sendo escrito pelas pessoas colaboradoras da causa social do InsTI, artistas e escritores. Escreva esta história e coloque seu autógrafo.
LANÇAMENTOS: 22 de abril no Centro de Eventos.
Praça do Cordel, Templo da Poesia, Povos Indígenas, Cais Bar. 
Espaço CAIS BAR encerrou com grande Show do grupo de Samba ESPERANDO A FEIJOADA - em sua formação original!!!!

Livro do InsTI tem Arte e Produção do artista Plástico Caetano Barros. 
Livro idealizado por ele e a diretora do Espaço Arte do InsTI, Cláudia Maia.

"Por livros onde as crianças possam morar"

"Estas páginas em branco são um convite à imaginação, ao sonho... Onde cada criança, em seu universo, possa contar sua própria história... Feito de papelão, tinta, cola e afeto... Trabalho do artista plástico Caetano Barros, amante da reciclagem, matéria prima do seu trabalho. Sua criação retrata a filosofia do Instituto Tonny Ítalo, que abraça a arte, a sustentabilidade  e a justiça social. Sob as árvores, um lugar de festa e moradia, o InsTI cria um mundo de magia e encantamento."

#SomosTodxsInsTI por Justiça, Alegria e Paz!

Fortaleza, 18 de abril de 2017 - Dia Nacional do Livro Infantil
Livro do InsTI traz Versos do Escritor Chico (Sérgio) Araújo:
I
Minha imagem no espelho

Meu tempo decorrido

Meu tempo de amanhã 

Sob minha chama escondido

Nenhum sonho amordaçado 

Nenhum plano perdido

II
De palavra em palavra

Eu teço meu terço

Meu rosário de esperança 

Feito poeta que verso lavra

Quase em pureza de criança


III
Lavro mais um verso

A enxada, o arado - minha mão...

Minha palavra, minha semente 

Regada pacientemente

Seja alimento no universo

A quem resista à negação

IV
Coletivo

Eu Tu Ele Nós 

Um tecido de cada voz

Construído

É forte essa canção 

De quem rejeita ser excluído


V
Minha mão na tua mão 

Elo

Corrente

Extensão

De mim de ti de nós...

Desatem-se os nós
Que amarram tantos nãos...

“Apoiar estas ações é mais que uma atitude solidária, é uma demonstração de comprometimento social.” InsTI - Instituto Tonny Ítalo

Lançamentos:

 → Cajueiro Pequenino - Livro/CD - Gláucia Lima e Vera Camelo / Ilustrações - Arievaldo Viana - Praça do Cordel 
Danielle Aires – Vera Camelo – Gláucia Lima
conselho Fiscal e Escritoras do InsTI
Inspirado na poesia de Juvenal Galeno, Cajueiro Pequenino é obra literomusical infantil de Gláucia Lima e Vera Camelo, com capa e ilustrações de Arievaldo Viana
Cajueiro Pequenino “Baião” (estilo musical criado, há 70 anos, por Luís Gonzaga) de Juvenal Galeno e Branca Rangel 
Gláucia e Gildo - Formação do GTC
(1996-gravação do CD)
Arranjo do Grupo de Tradições Cearenses - GTC (em 2016, o GTC completou 50 anos de existência). “Baião” Interpretação de Gláucia Lima (1996) em CD alusivo aos 30 anos do Grupo de Tradições Cearenses.

Contação da Historinha Cajueiro Pequenino por Vera Camelo, autora também mantém o Projeto Social: “A Casa dos Sonhos” 

→ Palavras que o Vento não Leva... - Mª da Penha Maia - Estande Templo da Poesia -
Maria da Penha, não desistiu!!! Ela, como muitas " Marias" vindas do nosso sertão agreste, que trazem a força e o sonho de mulher sertaneja, trilhou seu caminho... E durou o tempo que foi preciso para chegar até aqui. Não deixou apagar a chama que ardia em seu peito de mãe, mulher, esposa e de pessoa do povo, cujo sonho era de entrar em uma universidade. Testemunhamos o significado da palavra "perseverança", da palavra "obstinação" e amor pelas letras... Passaram-se 40 anos, para que ela voltasse aos estudos... E veio a concluir o curso de letras depois dos seus 60 anos... Consolidando toda essa trajetória, neste livro de estréia.

“... muito tem que se viver, muito tem que se sonhar e muito tem que se escrever!!! E desejo que estas letras, como amigas e confidentes, no decorrer de todo esse processo, continuem sendo o principal instrumento, que revela sentimento, justificando toda uma vida.” Claudia Maia - Espaço Arte do InsTI – fez a Apresentação da obra e da Autora

 → Guerreiro Sem Cor - J. Lucas Jr. - Estande: Povos Indígenas -  
Teve seu 'lançamento promocional' e Busca patrocínio para edição e produção (contribuição e venda antecipada).
→ Romance de cunho indianista que remonta a expedição de Pero Coelho, o primeiro capitão-mor do Ceará, à Ibiapaba. J. Lucas Jr. mescla registros reais com ficção dentro do contexto histórico cearense, numa narrativa atual, centralizada na figura do soldado português Martim Soares Moreno.

→ O livro se encontra na editora aguardando a sua contribuição para correr entre as máquinas e chegar às livrarias e às suas mãos. Umas das poucas publicações, em forma de romance e em terras primitivas dos índios, sobre indianismo, e que, esperamos, seja bem recebido pela crítica. 

 → MEETIDOS – O monta/desmonta de Corpos, Performances e Identidades gays na boate meet-music & lounge - Mário Fellipe - Espaço Cais Bar - 
 Ensaiando uma abordagem etnográfica dos modos de interação de homens gays no espaço de uma boate em Fortaleza, voltada a estratos sociais mais abastados e situada numa área nobre da cidade, o presente trabalho
desvela sistemas de classificação e distinção operados pelos sujeitos naquele território. Tomando como aposta analítica a profunda relação entre espaço(s) e subjetividade(s), o autor pretende cartografar identidades sociais e sexuais, performances de gênero e estratégias de interação que são mobilizadas a partir de uma ideia de pertença ao espaço da boate. Destacam-se entre essas estratégias, a fabricação de corpos “sarados”, a montagem de vestuário que expresse símbolos de status, modelos de masculinidade negociados na curtição da festa e na paquera e a inserção em
redes de relacionamentos que agreguem prestígio intragrupal. Ao propor um olhar sobre práticas de lazer/prazer do “circuito gls” na metrópole cearense, o livro se configura como uma importante contribuição para a compreensão de nossa paisagem urbana e de nossa história presente.


→ ENSEÑANZA DE LENGUA ESPAÑOLA EN UNA PRÁCTICA SOCIOCULTURAL A TRAVÉS DE CANCIONES – Español caribeño - Gláucia Lima - Espaço Cais Bar - 
Livro Acadêmico de Gláucia Lima está escrito em espanhol caribenho. Foi lançado na Bienal Internacional do Livro do Ceará em 22/abr/2017 e na UNEAC – Unión de Escritores y Artistas de Cuba em 28 de abril de 2017. Presenças das revisoras Isbel Santana Rodriguez e Lucía Samora Socias, além do também cubano que Prefaciou, dr. Gerardo Borroto Carmona.
 Venda totalmente revertida em prol do InsTI – Instituto Tonny Ítalo. 

Adquirindo este livro você estará contribuindo para a Causa Social do InsTI, pois a renda é revertida para suas Ações. 

→ Deus Criou o Mundo e Nós Construímos o Conjunto Palmeira - Fernanda Rodrigues - Espaço Cais Bar -  
O livro Deus Criou o Mundo e Nós Construímos o Conjunto Palmeira: Etnografia sobre a solidariedade de um bairro, Edições UFC, de autoria da Socióloga Fernanda Rodrigues é resultado da tese de doutoramento pela Universidade Federal do Ceará. A obra trata de uma pesquisa com foco na solidariedade no bairro Conjunto Palmeiras. - Fortaleza- Ceará.

A presente obra tem a apresentação e a contracapa escrita pelo Professor Paul Singer – ex-secretário da Secretaria Nacional de Economia Solidária-Senaes. 

LANÇAMENTOS: 22 de abril no Centro de Eventos.
Adquirindo estas obras, você está contribuindo com os Projetos Sociais do InsTI

“Apoiar estas ações é mais que uma atitude solidária, é uma demonstração de comprometimento social.” InsTI - Instituto Tonny Ítalo

Livro do InsTI – Instituto Tonny Ítalo na Bienal 
InsTI na Bienal Internacional do Livro
“Por livros onde as crianças podem morar” – Comemorando o dia da Literatura Infantil
No dia do aniversário de Monteiro Lobato, que sonhava com livros onde as crianças podem morar reuniremos uma comunidade de crianças e educadores para celebrar o Dia Nacional da Literatura Infantil, transformando mais uma vez o Instituto Tonny Ítalo em lugar de festa e moradia. Sob as árvores, no centro da festa, estará o desejo e o esforço por um mundo com mais arte, mais justiça e encantamento.


– Bienal fora da Bienal no InsTI
– InsTI na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará* 


"Não Posso Perdê-la!" 

por Lucas Jr.*

Caminhando, na vida e no pensamento, vestido à moda do seu tempo, elegante, o jornalista e pesquisador Nirez caminhava pelo Centro da sua Fortaleza, devagar e a contemplar as paixões que o fizeram registrar, e arquivar, durante a vida: os prédios, aqueles que resistem à fúria imobiliária. O segui e com ele proseei por alguns instantes, às custas de pasteis com caldo de cana, concluindo a conversa com o evento do momento, a Bienal, que se aproximava: “Não posso perdê-la!”, disse. O artista, principalmente o cearense, apaixonado por cultura, não perde um destaque como tal. Ele, o Miguel Ângelo, filho de Otacílio de Azevedo, o pintor e escritor, não estará sozinho rumo ao Centro de Eventos. Todos nós o seguiremos, com as nossas paixões e curiosidades.

Convidados
Kelsen Bravos no InsTI
Lendo as presenças, vieram-me as memórias das minhas pesquisas, incansáveis momentos de prazer, as ricas matérias dos anos 1980, com o Oswald Barroso numa cheia do Orós, nas peregrinações de Padre Cícero, nos reisados do Cairiri, o Cariri do seu Caldeirão, que tão bem passou para o teatro. Oswald presente. O mesmo Caldeirão, que, do filme e teatro, Rosemberg Cariri escreveu no jornal. Rosemberg presente. Lira Neto, que eu acompanhava no O Povo, principalmente na época de ombudsman, emocionando-me com seu livro de estreia, sobre Rodolfo Teófilo, mais do que presente: curador. O angolano Valter Hugo Mãe, Ignácio de Loyola Brandão, Frei Betto, Isabel Lustosa, Ana Miranda, e eu imaginando conhecer essa turma, gente do saber, do conhecimento, cujo objetivo é educar. Presentes.

Lira Neto – Curador
 Lira Neto
Diante de opções como o Salão do Professor, Praça do Cordel, o tema será “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”, cujo conceito expressa “a noção de acervo, seja ele individual ou coletivo, sincrônico ou diacrônico, material ou imaterial, oral ou escrito, xilografado, impresso ou digital”, uma homenagem aos 150 anos da Biblioteca Pública do Ceará, ocorridos no dia 25 de março. 170 escritores, 350 editoras e mais de cem estantes. À frente o Secretário de Cultura do Estado do Ceará, Fabiano Piúba, a Coordenadora de Políticas de Livro, Leitura e Bibliotecas, Mileide Flores e a curadoria sob responsabilidade dos escritores cearenses Lira Neto, Cleudene Aragão e o nosso companheiro apoiador do InsTI, Kelsen Bravos.
 Painel do Cais Bar
Chegamos à boemia de Iracema. Destacamos a exposição do painel que emocionou os cearenses e turistas entre as décadas 1980 e início da de 2000, no Cais Bar, na Praia de Iracema. Valber Benevides levou trinta dias, em 1996, para descrever em caricaturas um pouco dos artistas da música popular brasileira. Não poderei deixar de visitá-la e lembrar os momentos de alegria que os frequentadores viveram naquele monumento cultural viveram.
Bienal fora da Bienal no InsTI - Dia Nacional do Livro Infantil
“Por livros onde as crianças podem morar” – 18 de abril às 10h
A BIENAL FORA DA BIENAL será um evento oficial da Secretaria de Cultura do Ceará.
Da parte do Instituto Tonny Ítalo - InsTI, porém, a correria pela conclusão dos trabalhos pré-bienal, uma vez que toda a sua área estará aberta para as crianças no Dia Nacional do Livro Infantil, à frente o Espaço Leitura e sua Biblioteca Comunitária Rodolfo Teófilo, aos quais estamos envolvidos. Jogos, artes, contos, e muita leitura (acervo de 2,5 mil livros e revistas), marcados pelas presenças dos escritores infantis premiados e a nível nacional Benita Pietro e Tino Freitas.

InsTI na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará – 14 a 23 de abril
 Na oportunidade, os lançamentos dos colaboradores do Instituto:

- Cajueiro Pequenino (Vera Camelo e Gláucia Lima) - Dia 17 de abril às 15h SALA 3/4 - MESANINO 1. : Teatro e shows.

- Palavras que o vento não leva... (Maria da Penha Maia).

- Deus Criou o Mundo e Nós Construímos o Conjunto Palmeira (Maria Fernanda de Sousa).

- Meetidos – O Monta e Desmonta de Corpos,  Performances e Identidades Gays na Boate Meet-music & Lounge (Mário Fellipe Fernandes).

- Enseñanza de Lengua Española en una Práctica Sociocultural a través de Canciones – Español Caribeño (Gláucia Lima).

- Guerreiro Sem Cor (J. Lucas Jr.).

Encontro de Bibliotecas Comunitárias
 No Centro de Eventos, aliás, o InsTI , devidamente cadastrado na SECULT/CE, estará participando do encontro das Bibliotecas Comunitárias. 
III Encontro de Bibliotecas Comunitárias do sistema estadual de Bibliotecas públicas do Ceará ocorrerá no período de 18,19 e 20 de abril durante a XII Bienal, de 9h às 18h.
Inauguração da Biblioteca
    
Programação:
No Centro de Eventos, mestres da cultura, acervos vivos, dialogando com o público a partir do dia 14. Confira a programação:

Programação completa da Bienal no link 
https://issuu.com/secultceara/docs/programacao_bienal2
Página 10 ↑ – InsTI na Bienal fora da Bienal

*_ XII Bienal Internacional do Livro do Ceará - Instituto Tonny Ítalo Presente https://t.co/gyz5WRmQ7X


J. Lucas Jr.
_ J. Lucas Jr. é o Coordenador da Biblioteca Comunitária – Espaço Leitura do InsTI - Instituto Tonny Ítalo
Contatos:
E-mail: powerhead34@gmail.com
Blog: Fatos Históricos - Mundo em Debate

fatoshistoricosmundoemdebate.blogspot.com




BIENAL FORA DA BIENAL - 17 A 23 DE ABRIL

Atenção: Programação sujeita a pequenas alterações

BIENAL FORA DA BIENAL - 17 a 23 DE ABRIL
DATA
HORA (*)
AUTOR
ATIVIDADE
ONDE
17
9h

Obs.: saída de Fortaleza às 8:00h
Gero Camilo


Ao som do mar e à luz do céu profundo - Um diálogo com Internos gays e transexuais.

O encontro será realizado em uma unidade prisional que foi inaugurada em 2016. Leva o nome de uma religiosa que aos 41 anos decidiu ser advogada criminalista para ajudar aos que necessitavam de direitos humanos, ou seja, os marginalizados, excluídos. O perfil dos internos da unidade são gays, transexuais, bissexuais, idosos, cadeirantes e aqueles que respondem à Lei Maria da Penha. Dentre estes, foi imaginado um enconto com os internos gays e travestis.O presídio também foi escolhido por ser seguro, sem risco para o autor ou participantes do evento.

Dentro de um presídio, que diálogo podemos ter? Que diálogo se formará entre a ficção e a realidade? Tanto já se falou. Já não se ouve. Pode uma conversa retomar o valor da palavra gritada? Pode uma tarde contribuir minimamente para devolver à nação a capacidade de escuta?
Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes

Endereço: Br 116, Km 27 Aquiraz-CE.

Obs.: restrito aos internos.
17
16:00

Obs.: saída às 14h de Fortaleza)
Valter Hugo Mãe
Na Corrente dos encantados - Uma conversa sobre identidade

Realizar a 60 Km de Fortaleza, no território de uma comunidade tradicional uma conversa entre pessoas que se redescobrem e se reafirmam como índios e o escritor Valter Hugo Mãe. O autor terá oportunidade de ouvir de jovens e anciãos suas lutas e perdas, festas e ganhos. A proposta é que o escritor possa entrelaçar as histórias e percepções que emergem neste encontro com personagens e histórias de seus livros e sua vida.

Segundo Santana (2010) os Anacé aparecem “na literatura desde o século XVII, quando o padre Antônio Vieira cita este povo em seu relato da missão na serra de Ibiapaba. O historiador Carlos Studart Filho, em sua obra “Notas históricas sobre indígenas cearenses”, documenta que os Anacé moravam junto à costa,  eram guerreiros e estavam indispostos a submeter-se ao novo reordenamento imposto pela Coroa portuguesa. Em 1694, Fernão Carrilho sitiou parte dos Anacé a oito léguas ao Norte da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, onde permanecem até hoje." (Santana et al, 2010) "Em 1863, o Governo Provincial decretou não haver mais índios no Ceará, alegando que os indígenas foram mortos ou fugiram, dessa forma, os territórios indígenas podiam ser usurpados. Mas o que ocorreu na verdade, foi que as populações indígenas, como estratégia de sobrevivência, optaram por ocultar sua identidade, sobretudo nos aspectos mais exógenos. Deixaram de falar a língua nativa e adotaram alguns elementos do catolicismo popular que se assemelhavam aos seus costumes religiosos.” (Santana et al, 2010). “Esse povo, assim como tantos povos indígenas do Nordeste, têm elegido o toré como “prática performática” para o fortalecimento de sua luta em meio ao conflitivo processo de implantação do CIPP. No entanto, além dessa manifestação cultural, que, em certo sentido, é voltada para o exterior, os índios Anacé têm outras práticas que podemos considerar voltadas  para dentro. É neste ponto em que se situam os ritos realizados pelos especialistas de cura Anacé e a “corrente de índios” ou “corrente dos encantados”. (Brissac e Nóbrega, 2010)
Território dos Índios Anacé - Caucaia

Obs.: Haverá necessidade de inscrição. O motivo é por conta da localização do evento que acontecerá em Caucaia e por haver limitação de vagas nos ônibus que serão disponibilizados pelo Centro Cultural BNB.

Serviço:

Data de saída: 17.04
Horário de saída: 14:30
Local de saída: CCBNB - mediante inscrição
18
10:00
Benita Prieto
e
Tino Freitas -
Por livros onde as crianças podem morar - Comemorando o dia da literatura infantil.

No dia do aniversário de Monteiro Lobato,que sonhava com "livros onde as crianças podem morar" reuniremos uma comunidade de crianças e educadores para celebrar o Dia nacional da Literatura Infantil, transformando mais uma vez o instituto Tonny Ítalo em lugar de festa e moradia. Sob as árvores, no centro da festa estará o desejo e o esforço por um mundo com mais arte, mais justiça e encantamento.
InsTI - Instituto Tonny Ítalo

Endereço:
R. Cândido Meireles, 871 - Itaitinga.
(85) 9 8583-0074

Obs.: Não haverá ônibus
19
19:30
Kiusam de Oliveira
Minha casa é meu chapéu -    Dois dedos de prosa com quem mora na rua

A Praça do Ferreira é lugar de descanso e refúgio de pessoas sem teto. Aproveitando a relação mantida por uma equipe da Secretaria de Saúde com este grupo, pretendemos distribuir ainda em março  exemplares de livros da autora com interessados (existem moradores de rua com hábito de leitura).
No dia 19 de abril, ofereceremos um chá quente e uma leitura de contos pela autora. Será oportunidade da escritora conversar sobre os desafios enfrentados por seus personagens e suas estratégias de vida.
Praça do Ferreira - Centro

Obs.: Aberto ao público.
Não haverá inscrição.
21
16h
André  Neves
Cadernos de areia em uma Fortaleza escondida -  uma conversa à beira mar

Lá onde chega o vento, lá onde a areia se estende escondendo as casas, os participantes do coletivo Servilost se abrem em hospitalidade para receber o escritor e ilustrador André Neves, transformando a praia do Titanzinho em um caderno onde cada rabisco, cada desenho fala de um mundo onde saber contar histórias é a maior riqueza, a maior valentia.
Praia do Titanzinho

Obs.: Aberto ao público.
Não haverá inscrição.
22
15:30h
Daniel Galera
O coração do mar é o vento -  uma roda de conversa no mar

Bairro-cidade, bairro-peixe, bairro-gambiarra, todos estes nomes poderiam ser dado para o Pirambu, zona de areias, para onde iam as fumaças e os miasmas do qual todos fugiam, foi o primeiro refúgio dos exilados do sertões e aldeias. Cresceu a ponto de em dado momento ser a maior favela do Brasil. Depois virou lugar de invenção, de cura, de afetos. Aproveitando a riqueza deste lugar, propomos a realização de um encontro do escritor Daniel Galera com essa gente do mar. Os anfitriões para esse encontro são surfistas, nadadores, pescadores, gente que sabe que o coração do mar é o vento.
Praia do L -
Vila do mar -  Pirambu

Obs.: será realizado dentro do mar
22
19:00
Ignácio de Loyola Brandão
A literatura como modo de rebeldia urbana - Bate-papo com Ignácio de Loyola

Ignácio de Loyola Brandão tem levado seus leitores por correntezas obscuras da sociedade contemporânea. A proposta deste percurso é de abrir espaço para um encontro entre pessoas que mergulham em mares de um Brasil nem sempre gentil, tão presentes na literatura deste autor.

Em sua vida recente o Cuca jangurussu - o Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte Jangurussu - tem sido um terreno bastante fértil para a produção literária par a par com ações urbanas. O projeto Narrativas Periféricas trabalhou leitura do bairro e fanzines. A iniciativa terminou e os jovens apaixonados pelo ato de escrita continuaram participando e desenvolvendo novos atividades como o  sarau da B1 e a criação de um e-book. A Bienal Fora da Bienal propòe a marcar um encontro entre o escritor Ignácio de Loyola Brandão e essa galera inquieta para pensar sobre a potência e os desafios da escrita e da leitura contaminada pela vida, pelas questões sociais, pelos ambientes urbanos.
CUCA Jangurussu

Av. Gov. Leonel Brizola, s/n - Jangurussu.
Fortaleza - CE
Telefone: (85) 3444-6201


Obs.: Aberto ao público. Não haverá necessidade de inscrição.
23.
9h
Izabel Gurgel
A alegria é a prova dos nove: pedalando com Frida Kahlo

Do Mucuripe à Praia de Iracema, uma conversa sobre rodas na linha paralela do horizonte. Seguimos com Frida Kahlo (1907 - 1954), a pintora mexicana que experimentou viver com olhos livres, como dito em um dos nossos manifestos modernistas. A bibliografia sobre ela não cessa de brotar. De livro em livro, vamos sendo interpelados/cutucados pela menina que teve poliomielite aos 6, foi forjando um corpo em brincadeiras baseadas no deslocamento que diz da leveza possível e de um outro equilíbrio, como andar de bicicleta e patins (idéia do pai, o fotógrafo Guillermo Kahlo). Tinha uma bailarina como amiga imaginária, com quem saia para passear. Frida soprava no vidro de uma janela de casa e, sobre a névoa do seu próprio hálito desenhava um círculo - portal de travessia poética: subtrair o peso do mundo, sem negá-lo. Sofreu um acidente aos 18 que lhe deu novos períodos de angústia, sofrimento e cama. Conquistou uma mobilidade como artista - ativista que alarga nossos territórios de existência. Políticas da alegria. No corpo, no cotidiano, na vida em comum. Lição que a música brasileira não cessa de repetir: "Sem tristeza não se faz um samba não" ou "Nossa dor, meu amor, é quem balança o chão da praça", mas, sabemos/sentimos que "é melhor ser alegre que ser triste".
Mucuripe [área dos barcos]  até
Pavilhão Atlântico [ no Poço da Draga]


Obs.: o trajeto será realizado de bicicleta. Aberto ao público.
Não haverá inscrição.
 (*) hora de realização do evento