Bienal fora da Bienal no Instituto Tonny Ítalo

Lançamentos literários para ajudar o Instituto Tonny Ítalo a ajudar!

Renda da venda das obras de Fernanda Rodrigues, Gláucia Lima e Mário Fellipe será revertida para o fortalecimento das lutas do InsTI, pr...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

InsTI vai ao cinema

InsTI com Curador do São Luiz

Nosso Amado Cine São Luiz*

O Início 
Praça do Ferreira / Cine São Luiz / Coluna da Hora
Naquela noite de 26 de março de 1958, dos assentos da Praça do Ferreira, ou em pé, muitos populares certamente assistiram, curiosos, aos movimentos ao lado, na rua Major Facundo, 510. No térreo daquele edifício, de estilo Art Deco, o luxo de então, que levara dezenove anos para a conclusão, era inaugurado um dos mais modernos cinemas do País. Na grande placa, fixada para a praça, lia-se o nome do filme: “Anastácia”, russo, de Anatole Litvak. E nos rostos daqueles que atravessaram as quatro portas de ferro do frontespício, o espanto com a magnitude da obra. Do lado de fora a certeza de que a vez chegaria.
 O Retorno
 21 de dezembro de 2016: não fazia ideia do período em que não pisava naquele monumento. Mas estava ali, olhando para os lustres de cristal, para a escadaria, com as lembranças dos filmes...”King Kong”, “Superman”, “ET”, “The Wall”, ao lado dos meus amigos, colegas, do Instituto Tonny Ítalo. O principal cinema de Fortaleza, que embora tombado em 1968, fechou em 2010, após parceria com a FECOMÉRCIO, quando denominou-se “Centro Cultural SESC”, estava aos meus pés, agora como “Cineteatro São Luiz”, restaurado, lindo, encantador, olhando para o meu povo, no berço do cearense, para a praça do Boticário.
Curador do Cineteatro São Luiz, Duarte Dias fala do prazer da nossa parceria e dá as boas-vindas ao Pequeno Nazareno. Momento de integração. InsTI agradece o encontro. 
A Parceria
A habilidade da nossa Gláucia Lima nos aproximou mais da arte. Após reuniões amistosas, o instituto estava na agenda do Cineteatro, por força da sensibilidade do seu curador, Duarte Dias, que abriu a casa maior de Luiz Severiano Ribeiro para os menores carentes. Consolidou-se, então, o processo de parceria, tendo na vez inicial a colaboração do companheiro alemão Bernard e seu vitorioso projeto social em Maranguape, o Pequeno Nazareno, cujas crianças assistidas se fizeram presentes com amor e curiosidade.
Presidenta do InsTI fala da experiência e emoção do momento: “levar aquela garotada ao cinema, lugar onde 90% ali presente nunca havia estado, devolver o abraço afetuoso de agradecimento, são doações assim, que não nos custam nada, porém extremamente prazerosas, que nos enche de vida.” Gláucia Lima
 Durante a sessão, sorrisos com o filme natalino, e após, a atenção com o cinema, às suas cadeiras, que vieram de São Paulo, às luzes nos corredores, nas quais um pequeno colocava a mão; à decoração, ao banheiro que parecia do Papai Noel do filme, enfim, momentos diferentes, de mistério, de reflexão, acima de tudo de amor. E assim nos indagamos: Por que a vida não é como um cinema? Lá não vemos tristeza, mas emoção, onde esquecemos os problemas. Encontramos sim a paz, e como precisamos dela!

_InsTI entrega brindes ao final da sessão

- na imagem: Mário Fellipe e Rafael Munis Barreira fazem a distribuição

O Destino
Luiz Severiano Ribeiro
 Relendo a história de Fortaleza, notadamente relativa ao cinema, inevitavelmente o associamos à Praça do Ferreira. Os principais cines nasceram ali, na fase muda e de imagens ruins. Mas a clientela estava lá, lotando as casas, modestas, sorrindo, batendo palmas para o projetista, sendo lá fora outro mundo.
Concluímos que antes dos grandes empresários, como Plácido de Carvalho, Alfredo Salgado e Luiz Severiano Ribeiro, outros introduziram, com muita dificuldade, a sétima arte, e com ela o maior lazer da época para um povo tão desassistido pelas autoridades. Um deles, José Rola, construiu, onde se ergue, hoje, o São Luiz, o “Cine - Theatro Polytheama”, numa época longínqua, e cujo endereço era Av. 7 de Setembro, 12, ou seja, a praça possuía o Jardim 7 de Setembro, e dali surgiu uma “avenida”. Uma longa ponte rumo à eternidade, como um encanto, de sonhos com os aromas de suas flores, sobre ela a ansiedade daquela noite de “Anastácia”, os passos daqueles que aguardaram a vez, da correria dos meninos de Bernard.

_ Pequeno Nazareno na lente do Curador Duarte Dias 

Lucas Jr.  resgata um pouco da história do Cineteatro São Luiz e fala do compromisso do InsTI com a solidariedade e alegria.

 *_J. Lucas Jr. é o Coordenador da Biblioteca Comunitária – Espaço Leitura do InsTI

Contatos:
E-mail: powerhead34@gmail.com
Blog: Fatos Históricos - Mundo em Debate
fatoshistoricosmundoemdebate.blogspot.com

 Imagem: Lucas Jr. com garotada do Pequeno Nazareno na escadaria do São Luiz (21/12/2016)

Confira álbum na Fanpage 🔻 link abaixo

#SomosTodxsInsTI por Justiça, Alegria e Paz!





Um comentário:

  1. 2017: que seja + poético:


    agora 2016 terminando: finalmente teremos um Brasil com mais decoro.

    UM MOMENTO, APENAS UM!, SUI GENERIS. EIS:

    Em 2016 houve fato fabuloso sim, apesar de Vanessa Grazziotin falar que não, dessa forma assim:

    "O ano de 2016 é, sem dúvida, daqueles que dificilmente será esquecido. Ficará marcado na história pelos acontecimentos negativos ocorridos no Brasil e no mundo. Esse é o sentimento das pessoas", diz Grazziotin.

    Mas, por outro lado, nem que seja apenas 1 fato positivo houve sim! É claro! Mesmo que seja, somente e só, um ato notável, de êxito. Extraordinário. Onde a sociedade se mostrou. Divino. Que ficará na história para sempre, para o início de um horizonte progressista do Brasil, na vida cultural, na artística, na esfera política, e na econômica.
    Que jamais será esquecido tal nascer dos anos a partir de 2016, apontando para frente. Ano em orientação à alta-cultura. Acontecimento esse verdadeiramente um marco histórico prodigioso. Tal ação acorrida em 2016 ocasionou o triunfo sobre a incompetência. Incrementando sim o Brasil em direção a modernidade, a reformas e mudanças positivas e progressistas. Enfim: admirável.

    Qual foi, afinal, essa ação sui-generis?

    Tal fato luminoso foi o:

    -- «Tchau querida!»
    [O "Coração Valente", de João Santana"].

    Eis aí um momento progressista, no ano de 2016. Sem PeTê.

    Feliz 2017.

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